terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

BERNADETTE ANDRADE

Conheci Berna e sua arte, pela qual me apaixonei. Durante anos, ter um quadro dela era o meu sonho de consumo artístico. Várias vezes conversamos sobre essa aquisição mas nunca chegamos a um acordo, embora ela me facilitasse os pagamentos. Não deu. Faltou grana.
Consolei-me então com uma pequena aquarela que comprei em uma das suas exposições. Lembro-me muito bem dela. Tinha um sol ao fundo e um campo de flores. Durante anos essa cena atraiu meu olhar toda vez que passava por ela. Com a claridade que invade a minha casa pelas janelas , as cores foram se esvaindo aos poucos. Por essas razões inexplicáveis da vida, elas sumiram definitivamente quando a querida Berna foi embora para sempre.
Quando organizei um pequeno portfolio com biografias dos artistas com obras no acervo do Estado, Berna deu seu depoimento, que se transformou para mim em uma grande lição de percepção artística. Nele ela diz que o seu primeiro contato com a arte foi ao ver a mãe criar flores de papel e de pano. Ao vê-la em processo de criação desejou imitá-la, tornando-se artista também.
Essa aula de arte da Berna abriu meus olhos e ampliou o meu conceito de arte.
A Secretaria da Cultura faz homenagem póstuma à artista plástica Bernadette Andrade, expondo as suas obras na galeria do Largo de São Sebastião no dia 25 de fevereiro de 2010.



Um comentário:

  1. Leyla! Procurei muito teu contato na internet!
    Moro em Curitiba, no Paraná, sou jornalista e bisneta do José de Lima Penante. Ví que você escreveu sobre ele, mas não achei nem o artigo nem o livro. Tenho muita curiosidade sobre a história dele, para entender um pouco da minha... Você tem esse material ou pode me falar um pouco sobre ele? Meu e-mail é esse da postagem...
    Grande abraço, e obrigada por preservar pelo menos um pouco da história da minha família!

    Luciana Penante

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