quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A PROPÓSITO DO SEXTO FESTIVAL DE TEATRO DA AMAZÔNIA

Leyla Leong

ROUBANDO A CENA
Antigamente só se entrava nesse teatro(Amazonas),de paletó e gravata. As coisas mudaram com o tempo e hoje estou aqui , de fraldão e sandália, disse o veterano ator e escritor Edney Azancoth ,da cadeira de rodas, levantando o pano que lhe cobria as pernas.
Daí para a frente, ele deu uma aula de teatro e de vida que fez o publico vibrar e aplaudi-lo longamente em cena aberta durante a abertura oficial do sexto FTA.

O PREÇO DA LIBERDADE
Na sua sexta edição o FTA abriu modestamente na sexta-feira (2 de outubro de 2009)no Largo de São Sebastião.
Modestamente, se comparado com os tapetes vermelhos e as personalidades internacionais que enfeitam os festivais de Ópera, de Cinema e de Jazz, eventos oficiais do Governo do Estado.
Para manter a sua independencia, a Federação de Teatro do Amazonas-FETAM , criadora do Festival, prefere manter a Secretaria da Cultura na condição de parceria na realização do Festival.
Dessa forma, é a "classe" que escolhe os curadores, as oficinas , os espetáculos convidados e os jurados , ficando para a SEC o pagamento das despesas com a premiação e a infraestrutura necessária à realização do evento.

A POLÊMICA
Festival de Teatro sem polêmica não vale. E nesse , claro não poderia faltar.
Dessa vez foi por causa da exclusão de alguns espetáculos por parte de Curadoria formada por mim ,Diego Molina e Ailson Braga, que optou por ressaltar a importância do FTA , momento e espaço de propostas inovadoras ,criativas e tecnicamente competentes .

AS AUSÊNCIAS
O interior do Estado não apresentou nenhum trabalho e dos demais Estados da Amazônia somente Rondônia concorreu e foi selecionado com o espetáculo Frei Molambo.

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